quinta-feira , julho 18 2019
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O primeiro filme Live Action da Turma da Mônica chega aos cinemas

O longa baseado na famosa turma criada por Maurício de Souza estreia no dia 27 de junho nos cinemas. É a primeira live action da Turma da Mônica, ou seja, um filme com pessoas de verdade e não um desenho animado. Versões em Live Action, aliás estão em alta, principalmente com a Disney relançando seus clássicos nesse formato, como O Rei Leão, que tem estreia prevista para o próximo mês. Porém essa não é a primeira adaptação de uma HQ brasileira nesse formato. Em 1995 tivemos O Menino Maluquinho, baseado na obra homônima de Ziraldo e em 2018 O doutrinador baseado na HQ de Luciano Cunha. Quando uma adaptação do tipo acontece sempre há o receio de que, com a presença de atores de renome, o filme perca a essência inicial em função do nome do figurão. Em Laços existem não apenas um, mas 3 nomes e o maior deles é o do nosso internacional Rodrigo Santoro. E não, ele não toma conta do filme, embora arrase em cena como o Louco. E sim, quem domina o filme são as crianças Giulia Benite (Mônica), Kevin Vechiatto (Cebolinha), Gabriel Moreira (Cascão) e Laura Rauseo (Magalí).
Bem, mas o que é o filme? Na trama, Floquinho, o cachorro do Cebolinha desaparece e ele precisa reunir a turma mais famosa do bairro do Limoeiro para, juntos, encontrarem o cãozinho verde.
Apesar de parecer uma trama simples, há muita história por trás dessa história. Turma da Mônica Laços começou sua trajetória quando Maurício de Souza resolveu liberar seus personagens para que outros artistas contassem outras histórias. E foi assim que ele conheceu Vitor Cafaggi, que escrevera uma história do Chico bento. Anos depois Vitor e sua Irmã Lu, foram convidados a escrever outra história e dessa vez com a turma principal do Limoeiro. Surgiu então Laços, que logo ganhou os corações de todos. E chegou até Daniel Resende, diretor de outro sucesso nacional recente, o elogiadíssimo Bingo: O Rei das Manhãs, e que foi indicado ao Oscar como editor por Cidade de Deus (2002).
Usando a busca por floquinho como pano de fundo, os Cafaggi e Daniel Resende, juntamente com toda equipe, construíram uma história cheia de aventura, encantamento e nostalgia, que lembra muito os filmes de infância dos anos 80 como Os Goonies e Conta Comigo, com algo muito especial que é a representação em carne e osso de personagens brasileiros que fazem parte da nossa cultura (até o folclórico Homem do Saco está presente). Todos nós, de alguma forma, crescemos conhecendo esses personagens, que há quase 60 anos nos acompanha. Então é muito gratificante e divertido assistir ao filme procurando os personagens e referencias do universo criado por Maurício de Souza , que aliás faz uma participação especial ao estilo Stan Lee nos filmes da Marvel.
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Os 4 atores principais estão ótimos. Rodrigo Santoro encarna fielmente o Louco (pessoalmente o personagem que eu mais gostava de ler, juntamente com Capitão Feio e toda a turma do Chico Bento).
Todos os detalhes estão no filme: O Bairro do Limoeiro é colorido e acolhedor, como nas HQs. Os nomes engraçados criados por Mauricio de Souza, como um produto que Seu Cebola (Paulinho Vilhena) usa para o cabelo, que se chama “Cabelol”. Titi tentando namorar a Aninha. Xaveco, Jeremias e Cascuda e outros também aparecem.
Na verdade toda a busca por floquinho funciona como pano de fundo para que os personagens “cresçam” diante de nossos olhos. Olhos que ficarão molhados por algumas vezes durante o filme. Amizade, aventura, amores, andar de bicicleta pelo bairro, carinho de mãe, crianças rindo das esquisitices dos adultos, bichinhos de estimação e muitos, mas muitos planos infalíveis.
Já existem outras duas continuações feitas por Vitor e Lu Cafaggi, Lições e Lembranças, que podem servir para uma possível continuação, além de outras adaptações feita por artistas magníficos que poderiam também ser transformadas em filmes, como a história do Piteco, a do Astronauta e a do Chico Bento.
Então “cultam” bastante o filme e desde já “espelo” uma continuação “pala” “velmos” a “Tulma” da Mônica Jovem no Cinema.
Tenham um bom filme!

Cristiano Silva

Sobre Paulo Dagomeh

Paulo Dagomeh
Poeta, compositor e ativista cultural, fundou, com amigos, o grupo Radicais Livres e o Movimento Supernova. É membro do Colegiado Livro e Leitura.